Cidinha – A escritora que escreve como quem trança ou destrança cabelos

Cidinha da Silva é prosadora.

Tem dois livros de histórias curtas publicados pela Mazza Edições: “Cada Tridente em Seu Lugar” (2007, 3a edição) e “Você me deixe, viu? Eu vou bater meu tambor!” (2008). Também a novela juvenil, “Os nove pentes d’África” (2009).

Publicou em 2011: “Kuami” (romance infantil, Nandyala); “O mar de Manu” (conto, Kuanza Produções) e “Oh, margem! Reinventa os rios” (crônica, Literatura Marginal). No total há 23.000 exemplares de seus livros individuais circulando por mãos e estantes. Participa da coletânea “Questão de pele”, organizada por Luiz Ruffato para a editora Língua Geral, com o texto “Dublê de Ogum”.

É uma das 100 autoras e autores negros, cuja obra foi analisada na coletânea “Literatura e Afro descendência: antologia crítica” (Org. Eduardo Assis, Editora UFMG, 2011).

Tem alguns textos em processo de adaptação para o cinema e o texto, “Sangoma:saúde às mulheres negras” foi contemplado na 20ª Edição do “Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo” ( edição 2011), a ser encenado pela Cia Capulanas de Arte Negra.

Em 2010, seu primeiro livro, “Cada tridente em seu lugar” , ofereceu base conceitual para a campanha publicitária Novembro Negro, da Secretaria de Promoção da Igualdade do Governo do Estado da Bahia, disponível no Youtub: http://www.youtube.com/watch?v=XCdBBSqwruc

É editora do blog cidinhadasilva.blogspot.com

Coneheça um pouco do trabalho da escritora:

O livro Oh, margem! Reinventa os rios! (Selo Povo, 2011) marca o reencontro de Cidinha da Silva com a crônica. Neste sexto livro de sua carreira literária, a escrita ágil, irônica e multifacetada da autora promove sensações diversas em que a lê, incluindo a reflexão sobre temas como as práticas racistas arraigadas no dia-a-dia das relações humanas no Brasil, assimetrias de gênero e opressão sócio-política.

Kuami – Cidinha da Silva mergulha na prosa mais uma vez e traz uma história que nos encharca de poesia ao nos contar sobre o Sereal, “reino das sereias, próximo à pororoca, onde se misturam olhos apascentados pelo rio e outros famintos de mar”. Cheio de imaginação, musicalidade, situações engraçadas e a segurança de quem sabe onde vai chegar, este novo livro da autora é um presente à inteligência dos leitores.

Em ” Os nove pentes d’África”, estréia de Cidinha da Silva na cena literária juvenil, tradição e contemporaneidade tecem um bordado de poesia e surpresa na tela de uma família negra brasileira. Os pentes herdados pelos nove netos de Francisco Ayrá são a pedra de toque para abordar a pulsão de vida presente nas experiências das personagens e rituais cotidianos da narrativa.

“Cidinha da Silva é uma amiga minha que escreve como quem trança ou destrança cabelos e nos presenteia com pentes presentes cheios de passado que nos ajudam a destrinçar o futuro. Seus pentes são pontes de compreensão entre o que somos nós negros brasileiros agora, nossos avós recentes e os tais ancestrais africanos. E pontes entre nós e nossos filhos e sobrinhos, os que vêm depois de nós. Compreensão aqui que eu digo é aquele entendimento afetuoso, apaixonado até e cheio de compaixão no sentido de gratidão pelo que se é. Pelo que nós somos: família, solidariedade e contradição na difícil tarefa de encontrarmos, cada um, nosso papel de levar adiante a história coletiva e ao mesmo tempo afirmar o traço intransferivelmente pessoal do indivíduo. Chico César – compositor.

Cada tridente em seu lugar & outras crônicas, estréia literária de Cidinha da Silva, arguta investigadora das questões sócio-culturais de nosso tempo, esconde em suas franjas núcleos grávidos de especulações estéticas e ideológicas. Bem aproveitados, esses núcleos resultam em perturbadoras narrativas, abertas à discussão sobre o multiculturalismo da sociedade brasileira e às experimentações que tornam pertinente a criação literária. Edimilson de Almeida Pereira – escritor

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