Rapper angolano CMC – Da Banda Desenhada para os MICROFONES

Biografia extraida do site: www.angolahiphopchart.com

Por: Nanizaiawo Morgan

Cláudio Madaleno da Cruz também conhecido por CMC, começou sendo graff-writer(grafiteiro) em Luanda, quando se dedicava paralelamente aos estudos à arte de desenhar entre os anos 1996 á 1999. Fez parte de um grupo de amigos desenhistas de Banda Desenhada no bairro Rangel chamado Traços-Livres onde aperfeiçoou a técnica de desenho permitindo que um dos seus trabalhos mais prestigiados fosse um postal dos SSP pintado em azulejo com aquarela. Participou de uma das edições da Expo-Angola na Filda 1999 com alguns dos seus quadros feitos em azulejo e mosaico com aquarelas e guache, tendo despertado a atenção do programa Nação Coragem depois de pintar um quadro em homenagem ao mesmo.

Sempre apreciou a música internacional feita por cantores como: George Michael, Tina Tuner, Michael Jackson, BackStreet Boys e entre outros que influenciavam sua tendência musical virada para o Pop e Soul Music. Nunca esteve ligado ao estilo Rap no que concerne ao internacional, com exceção de TuPac Shakur, Will Smith, Busta Rhymes, Boss Ac, Gabriel o Pensador e Black Company.

Em 1999, por influência de amigos como: Extremo Signo, Rey D, Divino Magno, Ready Neutro, no bairro Rangel, Começou então a apresentar os primeiros sinais de MC em rixas de Freestyle e Rompimento, mas sem muito sucesso pois seus adversários eram sempre mais fortes, com maior capacidade de improviso no tempo e no espaço. CMC foi também radialista do programa infantil Pió Pió da RNA, onde desenvolveu uma mentalidade cada vez mais culta e em 2001 deslocou-se para a província de Benguela por motivos acadêmicos. Na mesma província, Cláudio continuou integrado na rede infantil da RNA por mais 4 meses, até abrir um programa juvenil Onda Média na Emissora Provincial de Benguela, com o principal objetivo de divulgar o Rap e o Hip Hop. O programa teve um tempo de vida de 4 anos e era emitido aos sábados das 18h às 20h.

Ainda em 2001, co-fundou o grupo Margem Sul, mas depois foi obrigado a sair devido a diferença de ideais,. Tal acontecimento despertou seu ser como produtor fundando assim a sua produtora Tinta Preta Produsons, fazendo beats apenas para ensaiar as suas letras, gravando no estúdio de seu amigo Angelo, com quem passou a fazer parceria como técnico de som.

Passava suas férias em Luanda e participava em atividades de Hip Hop no Elinga Teatro, geralmente realizadas pela Masta K Produsons e pela Raiva Produsons. Gravou a sua primeira participação no álbum da capital pertencente à uma saga de coletâneas editadas pela Masta K no volume IV. Em 2004, quando regressou à Luanda definitivamente, preparou o seu primeiro álbum intitulado Original e Konsciente, que foi editado e lançado apenas em França pela editora Mwangolé Ride, por se tratar de um produto independente e sem qualquer registro de autenticidade, impossibilitando assim a exportação do mesmo. No ano 2005 juntou-se à Edson que outrora foi seu cliente e decidiram criar um estúdio com as melhores condições de trabalho possíveis. Conseguiram formar o estúdio, tendo este sofrido três etapas de evolução, desde o quarto das crianças, até um aquário decente. Mais tarde em 2006 trocaram o nome da produtora para inglês, passando a ser Black Ink Entertainment, de forma a torná-la mais promocional. Começaram a trabalhar no segundo CD intitulado Klonagem, lançado no dia 30 de Junho de 2007. Com um estúdio a nível de qualquer exigência do mercado musical, o músico produtor está engajado no lançamento de outros artistas recrutados e hoje pertencentes à produtora Black Ink e no seu terceiro álbum discográfico.  Durante esse tempo de evolução artística, CMC já trabalhou e contribui para a produção de vários álbuns discográficos, tais como: Momentos da Trajetória de Big Nelo, Pensar em Grande de Mister K(Ex-Kalibrados), nos álbuns de J.Killa, Legião, Observadores, New Krew, Dji Tafinha, Cfkappa, NGA, Yannick, Kool Klever e muitos outros. CMC está empenhado numa saga de mixtapes e street álbuns, tendo lançado primeiramente Amor e Negócio (CMC e NGA) em 2008, e Amor e Negocio vol.2 em 2009/2010 (CMC /street álbum).

O primeiro volume foi uma mixtape com beats americanos e nacionais que contou com 24 faixas e sendo um dueto de CMC e NGA, Amor e Negócio Vol.1, teve a participação de Diakota e Alirio (Black Soldiaz), Repboy (P.Block), BG e Vania (Street Niggaz). O volume 2 é totalmente original e conta com a participação dos produtores Kid Mau (Gravity Sound), Repboy(P.Block), DH(X-10), Boni (Diferencial) e Young Kobe. Em 2011, num projeto em parceria com Ready Neutro, lançou para às ruas a mixtape Mais Lukros que promete um street album brevemente. Ainda em 2011, CMC lançou mixtapes gratuítas para internet, nomeadamente: Ceezzy Vol.1 em Março, Ceezzy Vol.2 em Agosto (em memória ao seu artista e produtor de videoclipes, Nigga Helder, falecido no dia 14 de Julho) e Ceezzy Vol. 3 em Dezembro. Empenhado em vários projetos no momento como compositor (ghostwritter), produtor musical, produtor e diretor artístico, engenheiro de som, arranjador e responsável por muitos trabalhos que prometem sair a qualquer momento (Black Soldiaz e OTP) e ter algum senão, muito sucesso.

CMC está concentrado na preparação da etapa promocional de seu álbum intitulado Tudo Por Tudo, e do Volume 4 saga Ceezzy, cujas musicas promocionais trazemos para os nossos leitores, numa produção executiva e artística da Black Ink Entertainment, produzido e gravado pela Ceezzy Music com suporte da Yamero Beatz, Hate Or Die Records e Double J Produções (em Windhoek), sendo editado pela Mwagolé Ride e iTunes para 2012. O artista que também é membro da SN GANG demonstra ter muita visão nos negócios extras musicais e está nesse momento com vários projetos entre eles uma agência de modelos, a Black Ink Models.

Confira uma música do trabalho do rapper angolano CMC e faça o download do completo  do CD no link abaixo.

http://www.mediafire.com/?08743slj55p4nf3

One thought on “Rapper angolano CMC – Da Banda Desenhada para os MICROFONES

  1. Parabens. Têm aqui um trabalho muito bem elaborado e o artista vem apresentado de uma forma muito profissional. O Historial fala por si, Ouvi e gostei das musicas. É um bom interprete e esta sustentado por produçoes notaveis. Parabens!

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