Clássico atemporal do The Cure, “Boys Don’t Cry” tem sua versão remixada de 1986 apresentada pela primeira vez nas plataformas digitais

O grupo inglês The Cure disponibiliza digitalmente pela primeira vez a mixagem da versão de 1986 de “Boys Don’t Cry”, em comemoração ao 40º aniversário de seu lançamento. Editada inicialmente como single no Reino Unido em 1979, no ano seguinte a canção “Boys Don’t Cry” se tornaria a faixa-título do primeiro álbum da banda a ser lançado nos Estados Unidos (que tinha repertório baseado no álbum de estreia “Three Imaginary Boys”). Consagrada como um dos clássicos do grupo, “Boys Don’t Cry” alcançou sucesso internacional maior em 1986, quando o líder Robert Smith regravou seus vocais e remixou a base instrumental. “Eu regravei a música em 1986 porque achei que poderia fazer algo a mais com ela, sentia que estava melhorando como cantor, ganhando

“Coisas que Ficam”: melancolia e poesia no primeiro disco do Rostos Comuns

Banda de Canoas (RS) une indie rock e canção brasileira em dez faixas autorais. Banda Rostos Comuns traduz angustia em guitarras distorcidas e poesia direta A banda gaúcha Rostos Comuns chega com um debut que merece mais que atenção: Coisas que Ficam, lançado em meados de 2025, é um disco que parece conversar diretamente com quem já carregou saudade no peito e nostalgia nas costas. O trio de Canoas (RS) — Franco Mello na guitarra e voz, Dylan Romero na bateria e Daniel Ribeiro no baixo — transforma angústias cotidianas em melodias que não fogem fácil da memória. As 10 faixas do álbum transitam entre o indie rock, o pop alternativo e nuances da canção brasileira contemporânea, criando uma paisagem sonora que

Calangos da Gota Serena faz o rock nordestino explodir em cores no sertão paraibano

São José de Piranhas – PB Por muitos anos São José de Piranhas ficou longe dos holofotes do rock nacional. Em 2025, a paisagem sonora do sertão ganhou um novo eixo com o lançamento do primeiro álbum dos Calangos da Gota Serena, banda que mistura com uma naturalidade quase instintiva a fúria do rock com as tradições rítmicas e poéticas do Nordeste. O disco homônimo, lançado em junho de 2025, chega como um manifesto de identidade e coragem musical. São doze faixas que respiram o espírito de uma geração que não se contenta em reproduzir fórmulas prontas. Onze são composições próprias, assinadas pelo grupo, e uma releitura de um clássico de Diá de Jatobá, nome respeitado do forró sertanejo, reforçando o

Minimalismo-maximalista: Sorosoro antecipa álbum de estreia com novo single

Sorosoro lança novo single e antecipa disco (Crédito: Natália Muhlemberg) Inspirada no slowcore e no rock alternativo dos anos 90, banda lança música que traz simplicidade complexa em sua construção A complexidade das relações humanas é a linha-guia do single “Anna Liz (O Mundo é da Sua Cor)”, faixa que antecipa o disco de estreia da Sorosoro (SC). Já disponível nas principais plataformas de streaming, o trabalho mistura espacialidade meditativa com letra que versa sobre a intimidade de um jovem casal, os desafios frente à incerteza e a coragem de seguir em frente. Com influência de bandas como Television, Wilco e Horsegirl, o som marca um novo momento do grupo de Blumenau. O single “Anna Liz (O Mundo é da Sua Cor)” antecipa

Livres Inocentes lança álbum homônimo e reafirma força emotiva no cenário independente

14 faixas entre introspecção e força sonora que colocam o grupo no radar do rock independente. Do emocional ao visceral, novo álbum reflete sensibilidade sem concessões A banda Livres Inocentes lançou recentemente seu novo álbum, também intitulado Livres Inocentes. Disponível desde 1º de outubro de 2025 nas principais plataformas de streaming como Spotify e Apple Music, o disco reúne 14 faixas que transitam entre momentos introspectivos e explosões de energia, desenhando um retrato visceral da sensibilidade moderna. O título já revela a proposta do projeto: fazer música sem amarras e com intensidade emocional à flor da pele. As letras mergulham em temas universais — desde conflitos internos até questionamentos existenciais — sem perder a espontaneidade de quem escreve na primeira pessoa, com

Ecce Shnak: o rock que não cabe em molduras

Ecce-Shnak by Tommy-Krause Do underground de Nova York para o mundo: o despertar do "chamber punk". Conheça o projeto que transforma crises existenciais em hinos de pista.  No meio de tanta música reciclada e fórmulas prontas, Ecce Shnak surge como um sopro de ousadia na cena do rock alternativa contemporâneo. Formado em Nova York, o quinteto se define como uma banda de art-rock que mistura pop, música clássica e punk em doses imprevisíveis, como se um laboratório musical tivesse explodido em cima de um palco. O nome já dá a pista da provocação: pronunciado como Eh-kay sh-knock, ele brinca com a ideia de surpresa e desconcerto — exatamente o que a música do grupo provoca no ouvinte. A formação reúne David Roush