Confira a poesia e a técnica impecável de AMIRI em “Nóis no Topo”

Eu vim por minha arte num nível Parteum, Babylon by Gus” – Amiri cuspindo barras não é nada a menos do que isso!”.

Na última semana Amiri marcou sua estréia na Pineapple. São mais de 8 anos de carreira sem aquele estouro que já se faz merecido há tempos devido a consistência lírica e a constância nas produções. Tema que o próprio já abordou em diversas músicas – “O rap tá estranho, cheio de fã que não gosta de rima”, alertava outrora, na faixa Apollo/Rude Bwoy, produzida pelo mesmo Deryck Cabrera que se fez presente no atual lançamento.

Vamos às vias de fato, você pode até se questionar quanto a versatilidade do flow do rapper, por ele manter o mesmo estilo desde o início de sua carreira, mas conseguir se igualar ao nível do chapa é que é osso. Informação atrás de informação, muito fora do convencional do trap, sem perder o swag, por isso mesmo afirmo que na verdade o flow do Amiri foi insuperável, o artista trouxe pra contemporaneidade a sua essência clássica purinha, eu diria, mais coerente consigo e com a cultura impossível. Mais de 5 minutos de informações cuspidas na cara do ouvinte e nem um segundo de atenção desperdiçada, impressionante. O instrumental também é muito bem feito, 100% profissional, mas tá longe de trazer uma singularidade, aí mesmo que a lírica se sobressai.

Isso é tudo que podemos falar sobre esta track, não adianta dar mais spoiler, corre já pra conferir!

Por Gustavo Silveira, a.k.a. Caliban, Polifonia Periférica.

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