MachiaVeliX: peso, história e resiliência no coração do underground paulista

Da infância nos palcos à perda que redefiniu a banda. Uma nova fase após o tributo que emocionou o underground Quando a MachiaVeliX (MVX) subiu ao palco pela primeira vez em 2005, poucos podiam prever que aquele trio de adolescentes de Itu, em São Paulo, um dia se tornaria uma presença respeitada na cena pesada regional. Com idades entre 13 e 14 anos, Allan Z, Ramon Ferrari, Rodrigo Muller e o então guitarrista e vocalista fundador Pedro Macena não só desafiaram a lógica de que adolescência e metal não combinam, como imprimiram na música uma urgência e brutalidade que ainda reverberam. Essa mistura de metal e hardcore, carregada de energia e atitude, segue sendo a marca da banda mais de duas

Do Maranhão para o mundo: a estreia poética do Efeito Túnel que desafia rótulos

O trio maranhense que transformou tempo e distância em música. Álbum de estreia é viagem íntima e experimental pela música brasileira O Efeito Túnel que a música brasileira precisava estava sendo construído em silêncio no Maranhão. O trio formado por Caio Mattos (violão), Tammys Loyola (voz) e Marcus Bros (flauta) entrega ao público agora seu primeiro álbum homônimo, uma coleção de nove faixas que soma mais de quatro anos de construção cuidadosa e reflexiva. O disco, lançado em 31 de dezembro de 2025, não soa como um produto apressado, mas como uma obra que exige tempo de quem escuta, assim como seus criadores exigiram tempo de si mesmos. A ideia de “passagem” é mais que um título: é o fio condutor do

Do bairro ao underground: como a banda IAPI mantém viva a chama do punk

Letras diretas e críticas expõem o Rio Grande do Sul real, longe das idealizações. Skate e punk como símbolos de resistência urbana na cena independente gaúcha Formada em 2005 no bairro IAPI, em Porto Alegre, a banda carrega no próprio nome a marca de sua origem. O bairro, criado nos anos Vargas como espaço operário, tornou-se um terreno fértil para rebeldia e contestação, cenário que moldou a identidade da IAPI. Desde o início, o grupo se manteve fora dos circuitos comerciais, apostando no faça você mesmo como princípio e estética. A primeira demo, Histórias, já mostrava a pegada direta e crua. Durante a pandemia, a banda lançou Um Disco, Uma Vida, um trabalho que condensa a urgência do punk de rua em

“Coisas que Ficam”: melancolia e poesia no primeiro disco do Rostos Comuns

Banda de Canoas (RS) une indie rock e canção brasileira em dez faixas autorais. Banda Rostos Comuns traduz angustia em guitarras distorcidas e poesia direta A banda gaúcha Rostos Comuns chega com um debut que merece mais que atenção: Coisas que Ficam, lançado em meados de 2025, é um disco que parece conversar diretamente com quem já carregou saudade no peito e nostalgia nas costas. O trio de Canoas (RS) — Franco Mello na guitarra e voz, Dylan Romero na bateria e Daniel Ribeiro no baixo — transforma angústias cotidianas em melodias que não fogem fácil da memória. As 10 faixas do álbum transitam entre o indie rock, o pop alternativo e nuances da canção brasileira contemporânea, criando uma paisagem sonora que

Calangos da Gota Serena faz o rock nordestino explodir em cores no sertão paraibano

São José de Piranhas – PB Por muitos anos São José de Piranhas ficou longe dos holofotes do rock nacional. Em 2025, a paisagem sonora do sertão ganhou um novo eixo com o lançamento do primeiro álbum dos Calangos da Gota Serena, banda que mistura com uma naturalidade quase instintiva a fúria do rock com as tradições rítmicas e poéticas do Nordeste. O disco homônimo, lançado em junho de 2025, chega como um manifesto de identidade e coragem musical. São doze faixas que respiram o espírito de uma geração que não se contenta em reproduzir fórmulas prontas. Onze são composições próprias, assinadas pelo grupo, e uma releitura de um clássico de Diá de Jatobá, nome respeitado do forró sertanejo, reforçando o

Minimalismo-maximalista: Sorosoro antecipa álbum de estreia com novo single

Sorosoro lança novo single e antecipa disco (Crédito: Natália Muhlemberg) Inspirada no slowcore e no rock alternativo dos anos 90, banda lança música que traz simplicidade complexa em sua construção A complexidade das relações humanas é a linha-guia do single “Anna Liz (O Mundo é da Sua Cor)”, faixa que antecipa o disco de estreia da Sorosoro (SC). Já disponível nas principais plataformas de streaming, o trabalho mistura espacialidade meditativa com letra que versa sobre a intimidade de um jovem casal, os desafios frente à incerteza e a coragem de seguir em frente. Com influência de bandas como Television, Wilco e Horsegirl, o som marca um novo momento do grupo de Blumenau. O single “Anna Liz (O Mundo é da Sua Cor)” antecipa