A Banda Black Rio lança o álbum “O Som das Américas”, em todas as plataformas digitais.

A Banda Black Rio segue a sua fantástica jornada de quatro décadas de existência. Nesse novo álbum, “O Som das Américas”, o seu líder e guardião, William Magalhães, escreve mais um empolgante capítulo dessa saga.

Em total consonância com os preceitos e estruturas musicais, concebidos na reunião de músicos de primeira ordem (os fundadores da Banda Black Rio), William demonstra a herança genética e orquestral deixada por seu pai, Oberdan Magalhães.

Com a mesma capacidade de redimensionar a música brasileira em planos universais, William, tal qual Oberdan, internacionaliza os nossos timbres mais afrodescendentes com os sons das Américas: o sou e o jazz estadunidenses e as latinidades sul-americanas.

Sem que esqueçamos as nuances bossa novistas, demonstradas principalmente na faixa-epílogo “Bossa da praia, além desse registro, William também se reencontra com a bossa nova, ao lado de Caetano Veloso, na belíssima “Aos Pés do Redentor”. Novamente a nossa bossa, agora em tons mineiros, se reapresenta em “Águas Sábias”, com a característica e instigante voz do paraibano Chico César.

Já Elza Soares traz toda a malemolência da gafieira na swingada “Isabela”, também com a participação do Rhodes de Cesar Camargo Mariano e os arranjos tipo metais em brasa, “ondulando no salão, em firulas geniais”.

Outra diva inglesa, a soul sister Heide Vogel, vocalista da Cinematique Orchestra, traz os ecos do acid jazz para um novo arranjo brazuca-latino de “Magia do Prazer”, na versão “Hearts in Time” e em “Round and Round”, versão do sucesso “Carrossel”.

Gilberto Gil incensa “O Som das Américas” na abençoada “Irerê”, uma pérola entre tantas composições dessa obra que leva a parceria de Augusto Bapt, poeta e músico carioca da novíssima geração blackriana.

Em “Arthur e o Gigante”, a obra se completa como uma grande homenagem à memória de Arthur Maia. Esse clássico da música instrumental foi composto por William logo no princípio de sua carreira, inspirado pelo amigo de infância, esse incomparável baixista brasileiro.

Compõem ainda esse estelar encontro, Jadiel Oliveira, lead vocal da atual formação da Banda Black Rio, Marquinho Osócio, Thalles Roberto, Thiago Silva, Daniel Novato, Alba Santos, Luana Gaudy, Jane Mara, Tuto Ferraz, Jeff Gardner e Claudio Schoppa.

No mais, a nossa ultra consagrada Banda Black Rio mantém o seu legado e segue na fusão dos arranjos – da gafieira e da batucada das escolas de samba – com a música negra mundial. Vida longa à Black Rio!

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