Escritor Germano Gonçalves – O Urbanista concreto

Germano Gonçalves Arrudas, nascido em São C. do Sul, em abril de 1963, filho de família mineira o pai pedreiro a mãe prendas do lar. (ambos in memória), escreve desde pequeno não ficando registros deste período, pois por um longo período teve que se distanciar do seu sonho de escritor na adolescência e juventude, trocou os estudos pelo trabalho para poder ajudar no sustento de sua família. Anos mais tarde como as letras sempre estiveram ao seu lado e por ter sido adepto da filosofia de Raul Seixas o admirava pelas letras de suas canções começou a escrever e se dedicar a literatura aprofundando na leitura de outros escritores como: Machado de Assis, Manuel Bandeira e aprendeu a admirar o poeta curitibano Paulo Leminski começou ir à busca do seu sonho de ser escritor e escreveu suas obras que ainda são anônimas aos leitores.

Sua primeira apresentação em publico se deu no 41.º (quadragésimo primeiro aniversário do bairro Parque São Rafael onde mora, recitou para o público presente, um poema de sua autoria, intitulada de: “No principio”).

Seus primeiros poemas e textos foram publicados em jornais de bairro. Na luta incansável para realizar seus objetivos idealizou projetos no incentivo à leitura em sua região com o intuito de fazer do seu bairro um bairro conhecido pela leitura.

Projetos como o Fanzine Ruas distribuído de porta em porta aos moradores do bairro incentivando as pessoas a tomar gosto pela leitura e ministrou na Casa de Cultura do Parque São Rafael – Projeto Gente a oficina de poesia para jovens e adolescentes da comunidade oficina “A arte da poesia”

O inicio de sua vida na realização de seus objetivos como escritor deu-se mais precisamente na sua vida adulta, onde também voltou a estudar e terminou o ensino médio e participou de cursos ligados a área literária um desses foi a sua freqüência na Escola Livre de Literatura da Casa da Palavra em Santo André – SP, município vizinho ao seu bairro.

Como em tudo na vida temos dificuldades e barreiras a serem superadas algumas oportunidades lhe fugiram, e por muitas vezes pesou sobre o destino, retardando a notoriedade e afastando-o por diversas vezes do convívio literário por ser um individuo desprovido de condições financeiras necessárias, mas com tudo e com sua perseverança se mantêm firme em busca do seu lugar ao sol.

E em sua caminhada publicou pela primeira vez um texto na coletânea Meditações, livro de bolso da editora Casa do Novo Autor Editora, intitulado de: “obtenção”. Aí não parou mais participou de concursos literários conquistando alguns diplomas e o direito de colocar seus textos e poemas nas obras editadas por intermédios dos concursos. Apaixonado pelo seu bairro se inscreveu no 1º Concurso literário escritores e seus leitores promovido pela Secretaria do Estado da Cultura de São Paulo onde publicou a história de seu bairro no livro I Concurso Literário História do meu bairro história do meu Município intitulada de: “Parque São Rafael uma antologia contada em prosa e poesia – meu bairro por mim mesmo”, livro publicado pela editora arte e ciência em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura.

Aumentando seu currículo participou e foi um dos vencedores do concurso de poesia do Conselho regional dos direitos da Mulher do município de Jundiaí – SP com a poesia “Acabaram-se as Maria. Foi um dos vencedores do concurso literário da Empresa de Saneamento básico do município de Mauá – SP referente ao mês do meio ambiente com a poesia intitulada: “Água Vida”.

E querendo sempre estar antenado no meio da literatura conheceu a literatura marginal por meio da revista: Caros Amigos onde descobriu a existência do escritor Ferréz (Reginaldo Ferreira), que anos mais tarde convida ao escritor Germano Gonçalves para participar do evento 100% favela recitando poesia no Capão Redondo zona sul da capital paulista. Também conheceu o jornalista Guilherme Azevedo do site jornalirismo – conteúdo é poesia e risco onde escreveu vários textos e poemas, procurando conhecer mais sobre esta literatura que tem tudo a ver com o que escreve, pois escreve suas obras com temas variados das condições sociais e cultural de uma periferia conheceu o escritor e apresentador Alessandro Buzo que realiza o sarau suburbano convicto em sua livraria de mesmo nome do sarau tornando-se assim parte da família suburbano e assim que possível faz apresentação de sua poesia na livraria e por esta participação no sarau suburbano lhe rendeu duas coletâneas a convite do próprio Alessandro buzo, participou na coletânea literária: Pelas periferias do Brasil Vol. 4  organizada todos os anos por Alessandro Buzo, foi também convidado a participar da coletânea literária: Poetas do Sarau Suburbano – Ritmo e Poesia da editora Ponteio livro também organizado por Alessandro Buzo.

Livro “O Excluído” de Germano Gonçalves

E enquanto as editoras convencionais não aparecem no caminho do escritor Germano Gonçalves encontrou um meio de publicar sua obra: O Ex-excluído poemas no sistema por demanda em um site da internet denominado de clube de autores onde colocou sua obra como edição de autor os leitores interessados em adquirir a obra tem que acessar o site www.clubedeautores.com.br e em busca digitar o nome do autor ou de sua obra, lá o leitor poderá ler as primeiras páginas, um release da obra e conhecer o autor, esse sistema possibilita que o escritor divulgue suas obras literárias a espera de uma editora.

Continuando sua caminhada no mundo das letras o escritor ainda faz parte da Casa de Cultura do Parque São Rafael – Projeto GENTE como colaborador na sala de leitura. Vem ao longo dos anos escrevendo, que foi o meio de se comunicar com o povo para uma vida melhor, passando e adquirindo novos conhecimentos. Define a literatura como algo fascinante.

 

AMANHECER NA PERIFERIA
Por: Germano Gonçalves Manogerman

Amanhece o dia.
O dia amanhece na periferia.
Abrem se as janelas, das casas e barracões,
de tabuas e alvenarias
E começa um novo dia.
O bar e mercearia, do seu Joaquim!
Já de portas abertas, pra vender,
pãozinho francês.
Dona de casa sai para comprar o pão.
O ocioso já com copo de álcool no balcão.
Homens e mulheres se enfrentando
nos pontos, a espera de lotação.
Uns já atrasado, outros já cansados.
Todos assalariados.
Amanhece o dia, na periferia.
Criança descalça, jogando bolinhas
Soltando pipas, enquanto a mãe grita.
É hora da creche é hora da escola.
Uns vão e, outros, pedem esmola.
Os carrinhos de mãos, passando nas vielas,
em busca de panelas.
Papelões, plásticos e latas velhas.
Vem o homem do queijo, a moça solta um bocejo.
Passa o verdureiro, maça e algodão doce, batem o tabuleiro.
O caminhão do gás apita primeiro.
Passa o carro de produtos de limpeza.
É assim o dia inteiro.
O carteiro junto com o bicheiro.
Um traz cartas de saudações nordestinas.
O outro quer o dinheiro dos vizinhos.
O cachorro late, a moto passa o carro bate.
Meninos e meninas brincando de bicicleta.
Moleques que jogam bola, a toda hora.
Brincar de pega-pega, polícia e ladrão.
Esconde-esconde a realidade de uma nação.
Os rapazes nos beco sempre alerta.
Nas ruas o apito de um guarda.
Na viela um corpo que cai.
Aquele não era mais um pai?
Amanhece o dia.
O dia amanhece na periferia.

Germano Gonçalves está integrando a família Polifonia Periférica dando dicas de livros da literatura periférica. Aguardem as dicas do escritor.

13 thoughts on “Escritor Germano Gonçalves – O Urbanista concreto

  1. Sou suspeito em comentar essa matéria, mas ficou show. Agradeço a Deus por mais este trabalho e ao amigo Rociclei Silva e todo pessoal do site: polifonia por me incluir nesta família, valeu!

  2. “As coisas!

    Qual o mistério das coisas, perguntava Fernando Pessoa.
    Ele mesmo responde que nas coisas não há mistério algum!
    Segundo o poeta, as coisas são o que são!
    Elas simplesmente existem!
    Não tem significado!
    As coisas são o único sentido oculto das coisas!
    Em si, as coisas não significam nada!
    Realmente não significam nada.
    Quem da significado às coisas é o homem, através
    da linguagem, ou seja, dentro dos discursos que construímos com ela
    As coisas deixam de ter meramente existência
    Passam a ter causas, beleza, finalidade, necessidade, contingencias, etc.
    Portanto, sem entendermos as diversas linguagens existentes no mundo,
    Não nos aproximaremos da verdade das coisas!
    Pois é através das linguagens que construímos a realidade!

    Grafite

  3. Ai sim!!! Muito bacana saber um pouco da sua história, Parabéns e muito sucesso, vc merece muito isso. Recebe sempre o apoio de seus familiares, pois todos torcem pelo seu sucesso.

    Abraço irmão, cunhado e amigo, é nóis meu chapa.

  4. Peço, perdão Mestre por aborda-lo sem conhecer sua história cheia de histórias. Parabéns, por sua trajetória rica no em projetos social e coma ações que envolvem a escrita e a leitura, tendo vc. próprio como exemplo e construtor da arte.

  5. Oi germano. tudo bem com você.
    eu não vou deixa um comentário, eu vou fazer uma pergunta
    por favor , você conhece essa editora
    comercial livraria expressão
    poderia me dar alguma informação.
    se puder , por favor.
    Jose pessoa.

  6. gostei da sua pagina, faz tempo que nao nos encontramos e meio atrazado feliz ano novo que realize todos os seus sonho torço muito por voce mano germano, sei que o caminho nao e facio mas e um arrudas nao desiste nunca, desejo muito susseço pra voce e familia. valeu meu irmao saba que ti amo muito.

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